Consumidores devem estar atentos sobre doenças que podem ser transmitidas por alimentos não inspecionados, alerta veterinária

Data: 13/06/2018

Várias doenças podem ser transmitidas por alimentos não inspecionados – especialmente de origem animal – e os consumidores devem estar atentos para não se exporem a esses riscos. É o que afirma Simone Deveras, veterinária da Secretaria de Agricultura de Maximiliano de Almeida e responsável pela fiscalização de abate e processamento de carnes em agroindústrias do município.

As informações foram repassadas no programa semanal de rádio da Prefeitura Municipal da última sexta-feira (08), quando a veterinária comentou sobre as doenças causadas pelo consumo de alimentos contaminados. Ela explicou sobre a forma como os patógenos agem no organismo e sobre como é o ciclo de transmissões entre animais e seres humanos.

Eu posso afirmar, tuberculose, brucelose, hidatidose e cisticercose, são todas doenças que a gente encontra no abatedouro”, enfatizou. Com a colocação, Simone alertou para o abate clandestino, quando tais doenças não são detectadas e por consequência, a carne contaminada é consumida pelos seres humanos, causando a transmissão das patologias.

Ainda de acordo com a veterinária, as doenças seguem um ciclo que necessita de dois hospedeiros: os seres humanos e os animais. “O animal que é abatido, o boi no caso, é sempre o hospedeiro intermediário dessas doenças. A cisticercose já vem do homem. O homem contaminado vai defecar em um local que não seja propício e vai contaminar o ambiente; o animal vai lá, vai comer aquele pasto; vai se contaminar e vai continuar todo o ciclo da doença contaminando mais uma vez o homem”, esclareceu.

Ratificando sobre a credibilidade dos alimentos oferecidos à comunidade depois de terem passado pelos processos de inspeção, Simone citou as análises realizadas no sentido de detectar possíveis riscos à saúde pública. “A gente faz análises de água, a gente faz análises de produtos. Os produtos de Maximiliano estão todos em ótima qualidade, não tem nenhum com problema. Podem comer que não tem doença nenhuma”, ressaltou. “Os produtos que vêm de fora, o que vem clandestino ninguém sabe. O nosso maior objetivo é que ninguém se contamine, que ninguém fique doente”, concluiu a veterinária.

Os produtos que têm o selo de inspeção do SIM (Sistema de Inspeção Municipal) não podem ser comercializados fora de seus municípios de origem. O município de Maximiliano de Almeida está pleiteando o SUZAF (Sistema Unificado Estadual de Sanidade) para suas agroindústrias, que proporciona selo que permite a comercialização em outros municípios do estado do Rio Grande do Sul.

por Alex Neuhaus

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